Arquivo para a categoria “Jogadores”

horsemoneyUm dos hábitos que adquiri há algum tempo foi o de fazer download de podcasts e ouvi-los quando estou no trabalho ou a conduzir. O que mais me atrai nos podcasts é a possibilidade de me manter minimamente informado sobre as mais variadas matérias sem problemas de tempo para cumprir as diversas coisas que, diariamente, tenho de fazer. Basicamente é como ter um serviço de “rádio on demand” no bolso de umas calças.

E contudo, apesar das vantagens desta tecnologia, aqui estou eu a escrever um texto …

Tal como é possível de deduzir a partir do menu deste blogue, alguns são sobre jogos. Ora, o assunto que de algum modo quero abordar hoje teve origem num post de um blog e posterior discussão num destes podcasts (Shut up. We’re Talking, ep. 51) em que os tema das micro transacções foi abordado.

Num dos primeiros artigos que escrevi neste blogue disse que, na minha opinião, as micro transacções constituíam o aspecto mais marcante de 2008 ao nível dos MMOs. Não por constituírem um fenómeno novo mas por esse ter sido o ano a que se assistiu à sua generalização. O curioso na discussão que agora ouvi é que aquilo que estava a ser abordado não tinha nada a ver com a legitimidade destas transacções ou suas consequências para o jogo mas antes o valor pedido por um qualquer item.

Embora o item e o jogo que originaram esta discussão não tenham grande importância para aquilo que penso sobre o assunto, julgo que este é um excelente exemplo daquilo que num futuro próximo será apresentado aos jogadores de uma forma generalizada: o jogo em questão é o Runes of Magic, o item será um cavalo que incrementa em 66% a velocidade de deslocação do jogador e o seu preço, pelo menos na altura em que a discussão foi produzida, seria de 10 dólares.

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No passado têm existido alguns temas dos quais me tenho abstido de escrever. A razão é porque me sinto pouco preparado para o fazer e antes de emitir opiniões sobre matérias que não domino procuro informação complementar sobre o assunto, vejo o que outros dizem sobre ela e só depois gosto de me pronunciar. Sei que para quem pretende escrever um blog não pode existir posição mais parva e por isso hoje vou tentar escrever um pouco sobre algumas dessas coisas tais como Cheating e Real Money Trading (RMT).

Cheatings (o termo que melhor traduz esta expressão será fazer batota mas, porque a utilização do cheating está de tal modo generalizada e possui algumas nuances consoante a sua utilização vou continuar a utilizá-lo) são formas de ultrapassar as regras do jogo e normalmente requerem a introdução de um código. São normalmente introduzidos nos jogos na fase de desenvolvimento e tem como objectivo testar determinados aspectos do jogo sem que se tenha de jogar sempre o jogo por inteiro. Por uma qualquer razão, que ainda hoje não percebo, tornou-se um hábito deixar que essas ferramentas continuem presentes nos jogos no seu lançamento e, hoje em dia, é quase um crime que os jogos não os possuam.

Mas se essa é uma realidade para os jogos offline ou destinados a ser jogados a solo já o mesmo não ocorre nos jogos destinados a mais do que um jogador pois, caso um deles não os utilize, isso colocaria esse jogador em desvantagem em relação a outros. Nos MMOs embora a terminologia ainda se utilize o conceito do que é fazer cheating é bastante distinto. Na verdade o próprio conceito tem evoluído e, conforme verificaremos mais para a frente, continua a evoluir.

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É sabido que os MMOs são jogos que promovem e vivem dos laços sociais entre jogadores.

Muitos são os jogadores que conhecendo-se nos mundos virtuais acabam por se conhecer também na vida real e muitos são aqueles que se conhecendo na vida real partilham aventuras nos mundos virtuais. E, se se procurar um pouco, é fácil encontrar histórias de casais que se conheceram online e vivem hoje uma vida bem real.

Para quem já anda nisto da internet há algum tempo nada disto é novo nem exclusivo do MMOs. O que é novo nos MMOs é a possibilidade de duas personagens virtuais poderem casar e passarem a possuir objectivos próprios de uma vida em casal. Como seria de esperar os objectivos não serão o de criar pequenos avatares mas fazer missões especificas para os casais são já uma realidade e não deve faltar muito (pelo menos ainda não encontrei nada que indicasse a existência dessa possibilidade) para que existam espaços próprios que eles possam personalizar.

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Há uns meses atrás a Sony Entretainement Online acedeu aos desejos de vários estudiosos e permitiu que alguns destes tivessem acesso à base de dados do jogo Everquest 2.  O objecto do estudo são os jogadores, suas motivações e comportamentos.

Embora o estudo ainda prossiga, em Agosto passado foram revelados alguns desses resultados num artigo denominado “Who plays, how much and why? Debunking the stereotypical gamer” e, pese embora o estudo só reflicta a realidade de um jogo, surgiram algumas surpresas.

Assim, se a idade média de 31.16 anos, a distribuição por géneros (80,8% homens, 19,2% mulheres) e distribuição por faixa etárias (6,58% entre 0s 12 e 17 anos, 12,4% entre os 18 e 22, 26,27% entre os 23 e 29, 36,69% entre os 30 e 39, 12 ,40% entre os 40 e 49 e 4,8% acima dos 50 anos) não constituem surpresas já o mesmo não se pode dizer do tempo médio de jogo por faixa etária.

Em média cada jogador de Everquest 2 joga durante 25,86 horas por semana. O mais curioso é que quando se analisa  esse parâmetro pelas mesmas faixas etárias se verifica que conforme se evolui na idade existe uma tendência para jogar mais.

Outros resultados  obtidos são que, quando comparados com a população dos Estados Unidos, os jogadores de Everquest 2 possuem maior nivel de formação, melhor indices de saúde fisica mas maior propenção para doenças do foro mental.

Estes e alguns outros dados retirados deste estudo contrariam o estereotipo de que os jogadores de jogos de video serão jovens pouco sociáveis, com problemas de saúde que passam o seu tempo em locais escuros, e merecem ser olhados para que se perceba que essa ideia está ultrapassada. Está ultrapassada a ideia do jogador tipo e está ultrapassada a ideia de que jogos como este se destinam a pequenas minorias.

De parabéns está Sony por proporcionar semelhante estudo. Pena é que outras casas não sigam o mesmo exemplo.

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Num artigo anterior falei sobre noticias que mencionavam um relatório da Comissão Europeia que afirmava que os os jogos são bons para as crianças. Disse também que, na altura, nao tinha conseguido encontrar o referido relatorio.

Bem, hoje tive finalmente algum tempo para o procurar e aquilo que encontrei foi um projecto de relatório, algumas propostas de alterações e dois pareceres sobre o mesmo. Tanto quanto consigo perceber não existe ainda um relatório definitivo. Este projecto de relatório tem o titulo de “sobre a protecção dos consumidores, em especial dos menores, no que respeita á utilização dos jogos de video” e é da autoria da Comissão do Mercado Interno e Protecção dos Consumidores e toda a documentação pode ser encontrada nesta página.

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Quando se gosta e joga um jogo durante vários anos e difícil olhar para outros do mesmo género e não tentar estabelecer comparações. É isso que me acontece quando jogo um qualquer FPS e agora também com os MMORPGs. A referência em relação aos FPS é o jogo Half-life e seus derivados. A referência em relação aos MMORPGs é o Guild Wars.

Não sei como é convosco mas para mim a existência dessas referências acaba por ter um papel demasiado crítico quando chega a altura de escolher um novo jogo. É quase como estar sempre à espera que um novo jogo me dê algo mais do que aquele que lhe serve de referência.

Eu sei que esta perspectiva pode ser injusta. É injusta para quem tanto gosta e me aconselha a experimentar um determinado jogo. É sobretudo injusta para quem tem tanto trabalho a construir um jogo e vê a avaliação do seu jogo ser feita não naquilo que o jogo é mas por comparação daquilo que outros são. Mas, quando o tempo e dinheiro estão envolvidos, é natural que sejamos selectivos nas escolhas que fazemos.

Tal como disse num artigo anterior, e apesar de o continuar a utilizar como referência, a minha relação com o Guild Wars anda um bocado por baixo e decidi fazer uma pausa. Depois de fazer alguma pesquisa tinha em mente experimentar o Warhammer Online mas por razões diversas (sobretudo financeiras…) isso acabou por não acontecer e andei a experimentar alguns jogos. Fiz alguns trials e entrei em dois betas mas acabei por encontrar um novo jogo com que me entreter no lugar mais improvável: Um jogo que em teoria é para crianças.

O jogo chama-se Wizard 101 e tem já uma legião de fãs substancial. Não é de um ponto de vista da mecânica de jogo e desenvolvimento uma coisa por aí além, afinal o seu alvo prioritário são crianças, mas é precisamente aí que reside a sua beleza. Os mapas são simples, ao estilo dos tradicionais FPS vários pontos de entrada/saída e rotas bem definida dando pouco espaço de liberdade de movimentos mas muito bem desenhados. Mas o que me chamou a atenção é que na sua simplicidade este introduz o factor da aleatoriedade.

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Este texto foi originalmente publicado no site http://www.guildwarspt.com/conteudo.php?id=898 em 29/02/2009

Até onde está cada um disposto a ir para ser o melhor?

Não sei qual é a opinião de cada uma sobre a matéria mas, pessoalmente, detesto ver gente a pedir isto ou a oferecer aquilo em troca deste ou daquele dinheiro, mesmo que virtual. Embora não tenha paciência nenhuma para estar uma ou duas horas a regatear o preço do item xpto (por mais bonito ou útil que ele seja no jogo, senão tiver utilidade óbvia para mim o mais certo é ele ir parar ao merchant…), estou obviamente a falar de serviços e não desses itens. E por serviços entendo o pedir de 1k (ou seja lá que valor for…) pela run de uma quest qualquer, a venda de dinheiro ou a troca de dinheiro virtual ou itens por dinheiro real, etc.

A razão para isso é muito simples: Para mim entrar num jogo é entrar num espaço onde me possa distrair, divertir e desafiar. E, mesmo quando em competição com outro jogador, vejo uma vitória ou derrota como uma etapa que eu ultrapassei ou não. Nesta minha lógica, e embora não negue que exista competição entre jogadores, a distinção faz-se antes pela capacidade demonstrada por cada um ingame e não pela detenção deste ou daquele título.

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Este texto foi originalmente publicado no site http://www.guildwarspt.com/conteudo.php?id=889 em 28/01/2008

Eu juro que não tenho nenhum problema ou fetiche com a idade que tenho ou que outros possam ter mas hoje vou pegar novamente no assunto. Não só na idade mas também no sexo. E para aqueles que se possam começar já a entusiasmar … Não, não é sobre a quantidade ou qualidade do segundo que se tem com o avançar do primeiro que vou falar mas antes do impacto destes factores na forma como se encara, e em ultima instância se joga, os MMORPGs.

A influência que factores diversos têm no mundo real sobre as opções e comportamentos, individuais e de grupos, é há muito estudada por áreas de saber como a psicologia e sociologia. Mesmo quem não tenha grandes conhecimentos (como é o meu caso) facilmente consegue identificar algumas varáveis que, não sendo sinónimo de, se constituem como indicadores comportamentais ou, para ser mais correcto, revelam tendências para determinados comportamentos. Entre estes facilmente se identificam factores como o sexo e idade mas também outros como raça, crenças, habilitações, hábitos culturais e muitos outros que se podem apontar. Cada um destes factores, isoladamente ou interligados, são conhecidos por revelarem tendências comportamentais.

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este texto foi originalmente publicado no site http://www.guildwarspt.com/conteudo.php?id=872 em 15/12/2007

… e andas aqui a fazer o quê? Não tens mais nada que fazer?

Foi mais ou menos assim que reagiu um ex-colega de guild quando lhe disse a minha idade. Ele tinha 14 e eu 40 e tínhamos estado a jogar em equipa a fazer umas quests sem qualquer tipo de problema. Depois da pergunta e respostas fatais seguiram-se algumas trocas de argumentos sobre se a minha idade seria ou não apropriada para jogar, ele acaba por dar o remate final à conversa com uma coisa deste género:

Eu quando tiver a tua idade já não vou andar a jogar. Vou ter coisas mais importantes para fazer.

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